ENTRE CUTUBAS E PELES CURTAS” PODER E CONFLITO ENTRE AS ELITES NO TERRITÓRIO FEDERAL DO GUAPORÉ/RONDÔNIA (1943 – 1964)
CUTUBAS, PELES CURTAS, GUAPORÉ, RONDÔNIA, POLÍTICA, AMAZÔNIA
No recém-criado Território Federal do Guaporé, cujos colégios eleitorais se resumiam a Porto Velho e Guajará-Mirim, as disputas pelo poder político e, por consequência, o controle do aparato administrativo e burocrático estatal, por meio da ocupação de cargos e funções públicas, dividiu a elite local. Uns se posicionaram ao lado de Aluízio Ferreira e outros foram partidários de Joaquim Vicente Rondon. Com o tempo, outros sujeitos foram envolvidos na disputa e, consequentemente, as diferenças e conflitos no meio político alcançou com maior intensidade as camadas mais populares da sociedade, sendo divididos entre cutubas e peles-curta. Podemos dizer que tudo começou com a posse de Aluízio Ferreira como primeiro governador do Território, em 1943, e se encerrou após o golpe civil-militar de 1964, com o aumento da perseguição a movimentos políticos e sociais regionalizados. Os jornais da época, sobretudo, o Alto Madeira e o Guaporé, obras antigas e recentes registraram esse período e a trajetória dos agentes sociais envolvidos na disputa pelo poder local. Contudo, fontes do judiciário, (processos criminais, queixas crimes, inquéritos) de caráter inédito, irão compor, junto com os jornais, o conjunto de fontes a serem utilizadas para analisar a complexidade desse momento histórico regional marcado pelos conflitos entre diferentes membros da elite local.