. Práticas Acessíveis no Ensino Médio para Estudantes com Transtorno do Espectro Autista
Palavras-chave: Pesquisa colaborativa. Formação de professores. Práticas pedagógicas. Ensino Médio. Estudantes com TEA.
A presente pesquisa foi desenvolvida no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Educação Inclusiva (PROFEI) da Universidade Federal de Rondônia Campus de JiParaná (UNIR) está inserida na Linha de Pesquisa III - Práticas e processos formativos de educadores para a educação inclusiva. A inclusão de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um dos desafios para os docentes da Educação Básica, principalmente no Ensino Médio, cuja presença desses estudantes é recente. Dentre os fatores citados por professores e professoras pesquisadores tanto o problema quanto a solução perpassam pela formação inicial e continuada em serviço. Neste contexto, a pesquisa traz a questão: Como a formação continuada em serviço, sob a perspectiva da pesquisa colaborativa, pode contribuir com o desenvolvimento de práticas pedagógicas inclusivas por professores do Ensino Médio, voltadas aos estudantes com TEA? Tem como objetivo analisar o desenvolvimento de ações formativas com professores do Ensino Médio baseadas nas necessidades vivenciadas no processo de inclusão de estudantes com TEA. Neste contexto, tem como base teórica metodológica os pressupostos de Ibiapina (2016), Magalhães (2000) ambas na pesquisa colaborativa, Imbernón (2022) na formação de professores, Mendes (2023) nas práticas inclusivas inovadoras, Carneiro (2016) na formação continuada em serviço e Bardin (2009) na Análide de Conteúdo. O método utilizado é pesquisa colaborativa e envolveu vinte e dois professores do Ensino Médio da EEEFM Maria Arlete Toledo, cidade de Vilhena/RO. Por meio da análise de conteúdo, utilizando grupo focal, sessões reflexivas gravadas, roteiro de perguntas e o trabalho colaborativo no ambiente escolar, os resultados foram organizados em categorias, baseadas nas quatro fases de coleta de dados: sensibilização - houve ótimo engajamento; levantamento das necessidades formativas – permearam entre conhecer os estudantes com autismo e ausência de preparo para atuar com os mesmos; desenvolvimento de um programa de formação – houve efetiva participação e bons resultados; avaliação final – os colaboradores demonstraram satisfação. E conforme o esperado, a formação continuada em serviço proporcionou novas formas de pensar sobre a inclusão e levou os docentes a descobrirem ou criarem práticas pedagógicas acessíveis com vistas a melhoria dos processos de ensino e de aprendizagem dos estudantes com TEA no Ensino Médio.