FORMAÇÃO DE PROFESSORES:CONTRIBUIÇÕES PARA A ESCOLARIZAÇÃO DE ESTUDANTES COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA).
Formação docente. Inclusão escolar. Autismo. Pesquisa interventiva
Desenvolvida por meio do Programa de Mestrado Profissional em Educação Inclusiva em Rede Nacional (PROFEI), no polo da Universidade Federal de Rondônia, Campus de Ji-Paraná esta dissertação tem por objetivo geral analisar as contribuições de um curso de formação docente no auxílio a professores e auxiliares de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em sala de aula regular. Como objetivos específicos elencam-se: a) levantar o perfil formativo das professoras; b) descrever os conhecimentos das docentes a respeito dos aspectos teóricos, metodológicos e pedagógicos envolvidos na escolarização do estudante com TEA, antes e após o curso; c) discutir os desafios enfrentados pelas docentes e suas principais demandas de formação para o melhor atendimento as estudantes com TEA em sala regular; d) desenvolver um curso de formação docente com foco no TEA; e) refletir acerca das contribuições da ação de formação no auxílio à superação e/ou minimização dos desafios encontrados pelas docentes no atendimento aos estudantes com TEA. A investigação ancorou-se em referenciais teóricos sob formação docente e escolarização de estudantes com TEA, além das pesquisas empíricas sobre a temática realizadas nos últimos anos. A pesquisa de abordagem qualitativa e de natureza interventiva foi desenvolvida no ano de 2025 em uma escola pública do município de Rondolândia, Mato Grosso. Participaram dois professores e uma auxiliar de desenvolvimento que atendiam alunos com TEA em uma turma de terceiro ano do Ensino Fundamental. Os instrumentos para coleta de dados incluíram formulário de identificação, entrevistas semiestruturadas, observação participante, ficha de estudo de caso, caderno de campo e instrumento de avaliação da formação. Com base nas demandas formativas apresentadas pelos participantes, foi realizada uma formação com carga horaria total de 16 horas, abordando conhecimentos sobre o TEA, controle restrito de estímulos, experiência de Aprendizagem Mediada (EAM) e adaptações curriculares. Além disso, foi elaborado um produto educacional no formato de cartilha, com linguagem acessível, contendo orientações e conteúdos formativos voltados ao atendimento de estudantes com TEA na escola. Os resultados da investigação evidenciam que os participantes tiveram poucas oportunidades formativas voltadas para a educação especial e que a formação possibilitou a eles ampliarem conhecimentos acerca do Transtorno do Espectro Autista, reorganizaram o ambiente e as práticas de sala de aula, bem como realizar algumas adaptações de atividades acadêmicas para os alunos com TEA.