DESENVOLVIMENTO E ADAPTAÇÃO DE ATIVIDADES PARA O ENSINO DE LIBRAS PARA SURDOS: UMA ANÁLISE DIALÓGICA
Materiais didáticos. Surdos. Libras. Dialogismo. Ensino.
Esta pesquisa tem como objetivo geral desenvolver, aplicar e analisar atividades didático-pedagógicas adaptadas para o ensino da Língua Brasileira de Sinais (Libras) a alunos surdos atendidos no Atendimento Educacional Especializado (AEE) de uma escola pública estadual em Cacoal – RO. A proposta parte da elaboração de cinco atividades visuais, com base em elementos do cotidiano escolar, visando compreender como esses materiais contribuem para o processo de aprendizagem da Libras como primeira língua. A tese levantada neste trabalho se fundamenta no princípio de que os materiais didáticos adaptados no AEE assumem papéis fundamentais na aprendizagem da Libras como primeira língua. Para nortear o desenvolvimento do estudo, elaborou-se três objetivos específicos a saber; Investigar quais tipos de atividades facilitam a aprendizagem dos alunos surdos; Identificar as dificuldades e necessidades nas atividades adaptadas para o ensino de Libras; Avaliar as atividades adaptadas por meio de uma análise dialógica, observando as interações entre alunos surdos e professores. A investigação adota como referencial teórico os estudos surdos, a Libras e a educação especial na perspectiva inclusiva, além de considerar a linguagem como prática social e as interações em sala como espaços de construção de sentidos. Participam do estudo quatro estudantes surdos, com idades entre 08 e 14 anos, matriculados nos anos iniciais do ensino fundamental. O AEE visa adaptar metodologias e recursos didáticos de modo a atender às singularidades dos estudantes surdos. Nesse contexto, a abordagem voltada à cultura surda colabora na construção de um olhar inclusivo sobre as diferenças, valorizando as identidades linguísticas e culturais surdas. Como recurso educacional da pesquisa, elaborou-se um Caderno de Aulas Visuais com cinco atividades adaptadas para o ensino de Libras como primeira língua no AEE. Espera-se que os resultados contribuam para práticas educativas que reconheçam as diferenças de aprendizagem dos alunos surdos, oferecendo-os condições no acesso aos conteúdos escolares.