GESTÃO DE RISCOS NAS OPERAÇÕES ESPECÍFICAS DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE RONDÔNIA
Gestão de riscos; Operações policiais específicas; Planejamento operacional; Segurança pública; Tomada de decisão policial.
O presente estudo propõe-se a investigar como a gestão de riscos tem sido estruturada e operacionalizada nas atividades de maior complexidade do 3º Batalhão da Polícia Militar do Estado de Rondônia (PMRO), considerando as especificidades operacionais, territoriais e institucionais próprias do contexto amazônico e de fronteira. O objetivo geral é analisar a estrutura e a aplicação das práticas de gestão de riscos nas operações específicas do 3º Batalhão da Polícia Militar de Rondônia. Parte-se do pressuposto de que operações como reintegrações de posse, ações em áreas fronteiriças, controle de distúrbios civis e intervenções táticas apresentam elevado grau de complexidade, imprevisibilidade e exposição a riscos institucionais, operacionais e humanos, demandando processos estruturados de planejamento e governança. Como objetivos específicos, busca-se identificar os procedimentos, protocolos e ferramentas utilizados na gestão de riscos dessas operações, bem como analisar as percepções de oficiais responsáveis pelo planejamento e comando e de praças que atuam na execução quanto à aplicabilidade e efetividade das práticas adotadas. O problema de pesquisa consiste em compreender como tais práticas são estruturadas e implementadas no âmbito do 3º BPM, sob a perspectiva de seus diferentes níveis hierárquicos. A fundamentação teórica apoia-se na Teoria da Gestão de Riscos e na Teoria da Governança de Risco, em diálogo com referenciais normativos, como a ISO 31000, e com modelos de Enterprise Risk Management (ERM), adaptados às especificidades da segurança pública. Trata-se de uma pesquisa aplicada, de abordagem qualitativa, com caráter exploratório e descritivo, que utilizará revisão sistemática da literatura e entrevistas semiestruturadas como instrumentos de coleta de dados. Espera-se que o estudo contribua para o aprimoramento do planejamento operacional, para o fortalecimento da segurança dos agentes e para o incremento da legitimidade institucional das ações policiais.