A INSERÇÃO DA EDUCAÇÃO FINANCEIRA NO ENSINO MÉDIO: UMA ANÁLISE DOS DOCUMENTOS OFICIAIS, PRODUÇÕES ACADÊMICAS E MATERIAIS DIDÁTICOS EM RONDÔNIA
Educação Financeira; Ensino Médio; Educação Matemática Crítica; Análise Documental; Livro Didático.
A presente pesquisa propõe uma análise da inserção da Educação Financeira no Ensino Médio, com foco nos documentos oficiais e livros didáticos, especialmente aqueles utilizados no estado de Rondônia. Considerando que o Ensino Médio representa uma etapa crucial para o desenvolvimento integral dos estudantes, conforme estabelece a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) - 2018, entende-se que essa fase é estratégica para a abordagem de temas como a Educação Financeira. Este tema, ao relacionar-se diretamente com a Educação Matemática e outras áreas do conhecimento, oferece subsídios importantes para a construção da autonomia, da responsabilidade e da consciência crítica dos jovens frente às decisões econômicas cotidianas. A investigação parte do pressuposto de que a Educação Financeira, embora recente enquanto componente estruturado no currículo escolar, tem ganhado espaço por sua relevância social e formativa. Para isso, a pesquisa adota a metodologia da análise documental, com base em uma revisão teórica da legislação educacional, de trabalhos acadêmicos que dialogam com a temática da pesquisa e de materiais pedagógicos, como livros didáticos. O objetivo central é compreender como se deu a consolidação dessa temática nas políticas educacionais brasileiras, especialmente após a homologação da BNCC, e de que forma isso se reflete em produções acadêmicas; currículos e livros didáticos adotados, em especial, pelo estado de Rondônia. Espera-se que, ao identificar conceitos, objetivos, metodologias e lacunas presentes nesses documentos, seja possível evidenciar avanços, desafios e possibilidades de aprimoramento na formação dos estudantes do Ensino Médio. Por fim, a investigação também se apoia na perspectiva da Educação Matemática Crítica, com base em autores como Ole Skovsmose, que defende a importância de um currículo crítico e conectado à realidade dos sujeitos; como também Ubiratan D’Ambrósio e Paulo Freire, que defendem a educação como prática emancipatória com valorização dos saberes populares e do contexto cultural.