Banca de DEFESA: MARLI HENRIQUE DE LIMA PIO SURUÍ

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MARLI HENRIQUE DE LIMA PIO SURUÍ
DATA : 04/08/2023
HORA: 18:00
LOCAL: Campus da UNIR de Ji-Paraná
TÍTULO:

TOROYAH MAAH WE: saberes e fazeres matemáticos do povo Paiter Suruí presentes na coleta do babaçu e processamento artesanal de seus subprodutos


PALAVRAS-CHAVES:

Etnomatemática. Saberes e fazeres matemáticos. Povo Paiter Suruí. Formação de professores indígenas que ensinam matemática.


PÁGINAS: 105
RESUMO:

A presente pesquisa busca investigar os saberes e fazeres matemáticos do povo Paiter Suruí presentes na coleta do babaçu e no processamento artesanal dos seus subprodutos e as contribuições de pesquisas desta natureza para a formação de docentes indígenas que ensinam matemática. A temática foi escolhida por se tratar de uma atividade ancestral e a realização da pesquisa é relevante para promover o resgate do uso do babaçu, colocando em destaque a cultura tradicional, a sustentabilidade, a coleta do babaçu e o processamento artesanal dos subprodutos (óleo, farinha do mesocarpo, carvão, artesanato, entre outros). Além disso, coloca em destaque os saberes e fazeres matemáticos próprios do povo Paiter Suruí, ressignificando as práticas educativas tradicionais e rememorando os saberes e fazeres da tradição e os processos de mudanças ocorridas pós-contato. A pesquisa foi realizada na aldeia Iratana, localizada na linha 10, km 60, na Terra Indígena (TI) Sete de Setembro, município de Cacoal, Rondônia (RO). Os participantes da pesquisa foram os moradores da aldeia, maiores de dezoito anos, que tiverem disponibilidade e interesse em participar, além de três professores indígenas que ensinam matemática e atuam em escolas indígenas. Para tanto, observamos, ouvimos e acompanhamos a coleta do babaçu e o processamento artesanal dos subprodutos e identificamos saberes e fazeres matemáticos Paiter Suruí presentes nestas atividades. Posteriormente, refletimos juntamente com os professores indígenas as potencialidades da pesquisa realizada para a formação de docentes indígenas que ensinam matemática. O estudo teve uma abordagem qualitativa do tipo autoetnografica. A principal base teórica da pesquisa é formada por autores e autoras da área da Educação Matemática, mais especificamente da Etnomatemática, com ênfase nos que discutem os saberes e fazeres matemáticos dos povos indígenas e seus entrelaçamentos com a formação de professores. Os dados da pesquisa apontam que de forma gradativa os saberes e fazeres matemáticos específicos dos Suruí vem sendo substituídos pela matemática do não-indígena, no entanto, em diálogo com os mais velhos constatou-se que no processo artesanal de coleta e processamento do babaçu usava-se muitos saberes matemáticos desenvolvidos pelo povo, tais como quantificação, medidas e localização espacial. Consideramos que os resultados da pesquisa contribuem para o repensar da formação de professores indígenas que ensinam matemática e para revitalizar a cultura tradicional do povo Paiter Suruí.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2147056 - CARMA MARIA MARTINI
Interno - 1680989 - KECIO GONCALVES LEITE
Externa ao Programa - 1182238 - CRISTIANE TALITA GROMANN DE GOUVEIA - UNIR
Notícia cadastrada em: 08/07/2023 00:48
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