ANÁLISE COMBINATÓRIA, ESTATÍSTICA E PROBABILIDADE NA FORMAÇÃO
INICIAL DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA EM RONDÔNIA
Análise Combinatória, Estatística, Probablidade; Formação de professores, Licenciatura em Matemática.
Esta pesquisa teve como objetivo analisar quais conhecimentos sobre Análise Combinatória,
Estatística e Probabilidade têm sido viabilizados em dois cursos presenciais de Licenciatura em
Matemática do interior de Rondônia. Para tanto, na fundamentação teórica, discutiu-se sobre
Análise Combinatória, Estatística e Probabilidade (aspectos históricos, definições, discussões
expressas no currículo escolar e estratégias de ensino) e Formação Inicial de professores de
Matemática, sendo necessário recorrer a autores como Morgado (2000), Costa (2011), Viali
(2010), Pina e Gama (2020), Dellalibera et al (2018), Onuchic e Allevato (2005), Lima e Reali
(2010), Leite (2016), Costa e Nacarato (2011), Mizukami (2004), Rocha (2005), entre outros.
Metodologicamente, a pesquisa é de abordagem qualitativa do tipo de campo. O contexto da
investigação são dois cursos presenciais de Licenciatura em Matemática, sendo um ofertado
pela UNIR – Campus de Ji-Paraná e o outro pelo IFRO – Campus de Cacoal. Participaram da
pesquisa 11 acadêmicos desses cursos. A produção de dados foi realizada mediante a análise
dos Projetos Pedagógicos dos Cursos (PPCs), aplicação do questionário, da entrevista
semiestruturada e diário de campo. Os dados foram apresentados e interpretados em três eixos
temáticos, a saber: Análise Combinatória, Estatística e Probabilidade nos PPCs de Licenciatura
em Matemática da UNIR, Campus de Ji-Paraná, e do IFRO, Campus de Cacoal; Conhecimentos
construídos na formação inicial sobre o quê e como ensinar Análise Combinatória, Estatística
e Probabilidade na perspectiva dos acadêmicos; e Ensinar Análise Combinatória, Estatística e
Probabilidade na Educação Básica: considerações e projeções dos licenciandos. Dentre os
resultados, destaca-se que, quanto aos PPCs, foram identificados conteúdos voltados para os
três campos de conhecimento, sendo mais abordados os que versam sobre Estatística e o menos
contemplados os que se referem a Análise Combinatória e Probabilidade. Quanto aos
acadêmicos, notou-se que eles reconhecem contribuições que se referem à aprendizagem dos
conteúdos, mas também evidenciam lacunas, sobretudo em relação à forma como foi ensinado
Análise Combinatória, Estatística e Probabilidade, sendo privilegiada a perspectiva tradicional.
Embora os acadêmicos tenham relatado críticas por não terem vivenciado experiências
significativas nos componentes curriculares específicos, relataram aprendizagens oriundas de
outros espaços formativos (estágio supervisionado, projeto de extensão, PIBID, PIBIC,
PROBEN e Residência Pedagógica). Assim, espera-se que os resultados desta pesquisa
viabilizem reflexões e fomentem debates sobre o quê e a forma como os conteúdos de Análise
Combinatória, Estatística e Probabilidade têm sido trabalhados na Licenciatura em Matemática
e, por conseguinte, quais mudanças precisam ser realizadas para que seja propiciada uma
formação coerente com as demandas da sociedade.