Banca de DEFESA: YARA DE SOUZA LIMEIRA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : YARA DE SOUZA LIMEIRA
DATA : 27/02/2026
HORA: 15:00
LOCAL: Miniauditório, campus da UNIR, Ji-Paraná
TÍTULO:

A LEITURA DE MUNDO PRECEDE A LEITURA DO NÚMERO: narrativas autobiográficas de uma Educadora Matemática de Apodi/RN e Ji-Paraná/RO


PALAVRAS-CHAVES:

Identidade docente. Pesquisa narrativa autobiográfica. Educação Matemática. Consciência social


PÁGINAS: 80
RESUMO:

Este trabalho tem como objetivo investigar de que forma a pesquisa narrativa autobiográfica contribui para a compreensão da constituição da identidade docente e para a ampliação da consciência social de uma educadora matemática. A partir da produção de autonarrativas, foram selecionados e analisados momentos significativos da trajetória de vida da educadora que marcaram sua formação pessoal e profissional, impactando diretamente sua prática pedagógica no ensino de Matemática. O percurso metodológico está ancorado na abordagem qualitativa, com ênfase na pesquisa narrativa de cunho autobiográfico, que valoriza a experiência vivida como fonte legítima de conhecimento e reflexão crítica. As narrativas construídas revelam como vivências pessoais, sociais e formativas se entrelaçam na constituição da identidade docente, evidenciando o modo como fatores como gênero, classe social, territorialidade e relações interpessoais influenciam as concepções e escolhas pedagógicas da educadora. Além disso, o exercício da escrita de si possibilitou à docente não apenas resgatar e compreender sua trajetória, mas também ampliar sua consciência sobre as dimensões sociais e políticas do ato de educar, especialmente no contexto daEducação Matemática. Nesse sentido, a pesquisa reforça o potencial formativo da narrativa autobiográfica, tanto como ferramenta investigativa quanto como prática reflexiva e emancipatória, capaz de promover o autoconhecimento, o reconhecimento de saberes experienciais e a construção de uma prática pedagógica mais crítica, sensível e comprometida com a transformação social. Conclui-se que a escrita de autonarrativas constitui um caminho potente para a ressignificação da própria história e para o fortalecimento da identidade docente, contribuindo para a formação de educadores(as) que compreendem o ensino de Matemática não apenas como transmissão de conteúdos, mas como prática situada, ética e engajada com os sujeitos e realidades com os quais se relacionam.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2147056 - CARMA MARIA MARTINI
Interna - 2035958 - ELIANA ALVES PEREIRA LEITE
Externa ao Programa - 2294222 - NAIARA DOS SANTOS NIENOW - null
Notícia cadastrada em: 03/12/2025 11:07
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