A Invencao do Arigo: Discursos de Poder, Silenciamentos e Resistencias na Historia da Amazonia Porto-Velhense.
Migrações. Amazônia. Arigós. Culturas. Identidades. Representações.
Esta pesquisa tem como tema as análises das diferenças culturais dos arigós por meio das migrações direcionadas à Amazônia durante o século XX e está vinculada ao Programa de Pós-Graduação em História da Amazônia (PPGHAm-UNIR), na Linha de Pesquisa “Populações, Etnicidades e Cultura: Uso e Representações”. O estudo apresenta como problemática os embates culturais permeados nos diversos espaços amazônicos, incluindo Porto Velho (RO), e analisa no corpus central da dissertação os sentidos, movimentos, significados e representações dos arigós como agentes historicamente ativos nas formulações da Amazônia como fronteira e local cultural plurais. Para tanto, um aporte bibliográfico em Bhabha (1998), Hall (2005), Benchimol (1999), Jayme Ferreira (1999), Teixeira (2020) e Fonseca (1998) foram importantes, tendo em vista a discussão, usos e desusos da história quanto às construções e imaginários entre Nordeste e Norte do Brasil, englobando as ações governamentais em meio aos anseios capitalistas do contexto anterior e posterior à ditadura de Vargas durante a 2ª Guerra Mundial. Nesse contexto, essa dissertação pretende, como objetivo geral, compreender os efeitos sociais, culturais e políticos das elites no processo de formação cultural dos arigós e seus apagamentos na história pelo aparelho Varguista a partir da continuidade dos procedimentos de aculturação e das reengenharias comportamentais (Fonseca, 1998, p.38) juntamente ao processo de urbanização em meio às migrações arigós no tempo e espaços amazônicos do século XX. A relevância da pesquisa está na pretensão de estabelecer e questionar interpretações das histórias da Amazônia e instigar estudos sobre as diversidades, contribuições e identidades pelas manifestações simbólicas, e narrativas da população arigó, além das aproximações entre regiões geograficamente distantes, porém historicamente unidas. A metodologia, tendo por base a bibliografia, destaca teoria em Bhabha (1998) e Hall (2005), análises documentais digitalizadas por meio da Biblioteca Nacional e obras físicas, sendo um estudo qualitativo, analítico e descritivo. Os resultados indicam que, embora pesquisas relacionadas ao tema sejam feitas, permanece uma série de ferramentas ideológicas e culturais que promovem o tradicionalismo em história e mantendo às margens as pluralidades históricas que caracterizam as Histórias da Amazônia.