Banca de DEFESA: ARIELE PAIXAO DOS SANTOS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ARIELE PAIXAO DOS SANTOS
DATA : 14/05/2026
HORA: 08:30
LOCAL: Banca remota - Youtube do Departamento de História
TÍTULO:

Uma nação em construção: Porto Velho sob os sinais do Estado Novo


PALAVRAS-CHAVES:

Nacionalismo; Estado Novo; Porto Velho; Comunidades Imaginadas; Amazônia; Hegemonia


PÁGINAS: 172
RESUMO:

Esta dissertação investiga o processo de construção da identidade nacional em Porto Velho durante o Estado Novo (1937-1945), sob a égide de Getúlio Vargas. O problema central reside em compreender como o regime se apropriou do processo social fluido da nation-ness, teorizado por Benedict Anderson, convertendo-o em uma política de Estado normatizada e autoritária. A hipótese defendida sustenta que o governo varguista orquestrou uma violência sutil ao capturar a alma nacional, transformando uma imaginação social plural em um projeto estatal rígido, voltado à legitimação do poder centralizado e ao silenciamento das diversidades regionais. O objetivo geral é analisar a institucionalização de uma identidade nacional oficial e sua projeção sobre a Amazônia, com enfoque em Porto Velho. A pesquisa vincula-se à linha de Trabalho, Poder e Práticas Sociais, explorando as tensões entre os anseios federais e as especificidades de uma urbe marcada pelos impactos da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. Metodologicamente, adota-se uma abordagem qualitativa e exploratória, baseada em revisão sistemática da literatura (2010-2025) e análise de fontes primárias, como documentos do CPDOC e a Revista de Cultura Política, instrumentos do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP). A fundamentação teórica privilegia a corrente modernista, tendo a obra de Benedict Anderson como eixo central, integrada às contribuições de Antonio Gramsci sobre hegemonia e intelectuais orgânicos. Argumenta-se que o Estado Novo operou como mediador da vontade nacional para construir um consenso que apresentava o autoritarismo como única via à modernização. Em Porto Velho, essa hegemonia reconfigurou o cotidiano e as instituições, alinhando a periferia aos imperativos do centro político. Os resultados indicam que a construção da identidade nacional em Porto Velho resultou de um processo político deliberado de produção simbólica do Estado. A cidade foi integrada ao projeto varguista por meio da ressignificação de elementos locais, como a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, e da atuação da imprensa e dos aparelhos privados de hegemonia. Nesse contexto, Porto Velho foi incorporada à lógica da nação imaginada, articulada por Anderson, sob forte mediação estatal. Conclui-se que o nacionalismo na região operou como mecanismo de hegemonia cultural e centralização política.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1026320 - ANTONIO CLAUDIO BARBOSA RABELLO
Interno - 1807982 - VAGNER DA SILVA
Externo à Instituição - RICARDO AUGUSTO DOS SANTOS - UERJ
Notícia cadastrada em: 29/04/2026 09:39
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