MULHERES MIGRANTES PERUANAS: MEMÓRIAS E EXPERIÊNCIAS MIGRATÓRIAS EM RIO BRANCO-ACRE (2000-2025)
Mulheres peruanas. Memórias. Experiências migratórias. Rio Branco-Acre. Migração peruana.
O estado do Acre é palco de diversas migrações, neste trabalho, estuda-se a migração peruana. Esta dissertação tem como objetivo geral compreender as experiências migratórias de mulheres peruanas para Rio Branco (AC), no período correspondente aos anos de 2000 a 2025. A base teórica utiliza dimensões conceituais sobre a “História das Mulheres” (Colling, 2004; Vaquinhas, 2019), “Mulheres Migrantes” (Oliveira, 2019) e a “Arte da Escuta” (Portelli, 2016). O percurso metodológico constituiu-se por meio de uma pesquisa descritiva com abordagem qualitativa (Gil, 2019). A coleta de dados foi obtida a partir de entrevistas temáticas (Alberti, 2004) com as referidas agentes históricas. O estudo contou com a participação de quatro colaboradoras. Dentre os principais resultados, destaca-se que a migração para o Acre ocorreu no decorrer da primeira e segunda décadas dos anos 2000. A análise das narrativas revelou que o perfil socioeconômico das entrevistadas é heterogêneo: a faixa etária, a autodeclaração étnico-racial, as religiões e o grau de escolaridade foram diversos, identificando-se a predominância da atuação como autônomas. Analisou-se que as motivações para migrar foram variadas, incluindo o desejo de libertação e ruptura com a sociedade de origem, manutenção de laços afetivos e intercâmbio estudantil. Os percursos migratórios mostraram-se distintos, evidenciando que o Acre não foi, necessariamente, o primeiro destino. Dentre os principais desafios, mencionaram a barreira linguística e a xenofobia.