Banca de DEFESA: ENMANUELLA HELGA RATIER TERCEIRO DE MEDEIROS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ENMANUELLA HELGA RATIER TERCEIRO DE MEDEIROS
DATA : 23/06/2020
HORA: 08:30
LOCAL: Programa de Pós Graduação em Biologia Experimental
TÍTULO:

 

IMPACTO DO ENDOSSIMBIONTE VIRAL “Leishmania RNA virus” TIPO 1 NA SUSCEPTIBILIDADE DE CEPAS DE Leishmania (Viannia) braziliensis


PALAVRAS-CHAVES:

Palavras chaves: L. braziliensis. Susceptibilidade. LRV1.


PÁGINAS: 90
RESUMO:

A leishmaniose apresenta-se como endemia de caraterísticas infecciosas não contagiosa e de
caráter antropozoonótico. Existem cerca de 350 milhões de pessoas expostas ao risco de contrair
essa infecção e anualmente são registrados 2 milhões de novos casos desta endemia, com uma
estimativa de 20.000 a 30.000 mil mortes por ano no mundo. O tratamento dos pacientes com
leishmaniose tegumentar na maioria dos países é realizado com o fármaco antimonial
pentavalente (Sb
+5), podendo ser antimoniato de meglumina (Glucantime) ou estibogluconato
sódico (Pentostam). No entanto, foi observado nos últimos anos que algumas cepas de
Leishmania spp. apresentam menor sensibilidade aos compostos Sb+5. Um dos possíveis fatores
associados a menor sensibilidade nas Américas é a presença do endossimbionte “
Leishmania
RNA vírus
” do tipo 1 (LRV1) em algumas cepas de Leishmania spp. Diante da problemática
apresentada, o presente trabalho busca analisar os grupos
LRV1 positivo e LRV1 negativo com
a susceptibilidade
in vitro ao antimonial trivalente - tártaro emético (Sb+3), visto em alguns
trabalhos que o Sb
+5 é um pró-fármaco e por meio da biotransformação se torna Sb+3, forma
ativa e tóxica do antimônio. Para isso, foram selecionadas 20 cepas de
Leishmania braziliensis
isoladas de pacientes atendidos no Centro de Medicina Tropical de Rondônia (CEMETRON)
diagnosticados com LT, sendo 10 delas albergando o simbionte
LRV1. Até o momento, foram
realizados os ensaios
in vitro com Sb+3 de 15 cepas de L. braziliensis, sendo 8 LRV1 positivo e
7
LRV1 negativo. Também foi extraído o RNA dessas cepas para posterior quantificação da
carga viral das cepas positivas para
LRV1 e análise da expressão de genes relacionado ao
metabolismo redox. Os resultados obtidos nos experimentos
in vitro apresentaram dois grupos:
(i) susceptíveis e (ii) menos susceptíveis. Das 15 cepas analisadas, 12 apresentaram perfis
susceptíveis e 3 menos susceptíveis. Além disso, foi feita a padronização de qPCR para
quantificar a carga viral, bem como analisar genes de
Leishmania envolvidos no metabolismo
redox. Os resultados obtidos na susceptibilidade
in vitro ao composto Sb+3 serão
correlacionados com a presença do endossimbionte
LRV1, carga viral e expressão de genes
envolvido no metabolismo redox de
Leishmania. Ante o exposto, sabe-se que é de extrema
importância a compreensão da susceptibilidade
in vitro de cepas isoladas de pacientes com LT,
pois esses achados podem fornecer respostas de grande relevância para o acompanhamento e
tratamento da LT e da infecção por parasitas albergando endossimbionte
LRV1.

 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 087.927.277-51 - GABRIEL EDUARDO MELIM FERREIRA - UNIR
Externo à Instituição - MARIANA CORTES BOITÉ - FIOCRUZ
Externo à Instituição - SHARON ROSE ARAGAO MACEDO OLIVEIRA - UNIR
Notícia cadastrada em: 03/06/2020 14:33
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