Banca de DEFESA: MICHELLI SANTOS DA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MICHELLI SANTOS DA SILVA
DATA : 27/05/2022
HORA: 14:00
LOCAL: Sala Virtual Remota
TÍTULO:

UTILIZAÇÃO DE DIODOS EMISSORES DE LUZ (LEDS) NA CAPTURA DE FLEBOTOMÍNEOS (DIPTERA, PSYCHODIDAE), DETECÇÃO MOLECULAR DE Leishmania E FONTE DE REPASTO EM UMA LOCALIDADE DO MUNICÍPIO DE PORTO VELHO, RONDÔNIA, BRASIL


PALAVRAS-CHAVES:

Armadilhas. Fonte luminosa. Vetores. Leishmaniose


PÁGINAS: 72
RESUMO:

Os flebotomíneos são insetos dípteros que atuam como vetores de patógenos, incluindo espécies de Leishmania. Uma das principais estratégias para conhecer o comportamento desses insetos é por meio dos inquéritos entomológicos, fundamental na vigilância entomológica e controle de espécies vetores. Em geral, por responderem a estímulos luminosos, as armadilhas de luz estão entre os principais métodos para captura de espécies de flebotomíneos. Nos últimos anos, alguns estudos têm adaptado diodos emissores de luz (light-emitting diode - LED) às armadilhas para captura de flebotomíneos, entretanto para o bioma amazônico nenhum estudo tem avaliado a utilização dos LEDs nas capturas de flebotomíneos. Assim, o presente estudo tem como objetivo avaliar a influência de LEDs na captura e diversidade de flebotomíneos em Porto Velho, Rondônia, além de identificar potenciais vetores de Leishmania e as fontes de repasto utilizadas pelas fêmeas. As coletas dos flebotomíneos foram realizadas utilizando o método de quadrado latino e a captura dos flebotomíneos foram feitas com armadilhas luminosas HP, com a implementação dos LEDs azul, verde, vermelho e ultravioleta e como método controle a luz incandescente. No total foram coletados 1.993 indivíduos, distribuídos em 52 espécies pertencentes a 12 gêneros. As espécies mais abundantes foram Trichophoromyia ubiquitalis (n=365), Bichromomyia flaviscutellata (222), Psychodopygus davisi (148), Nyssomyia complexo Antunesi (128). A HP de luz incandescente capturou o maior número de indivíduos (n=590), seguido das armadilhas com LEDs azul (471), verde (452), ultravioleta (281) e vermelho (150). Um teste PERMANOVA foi aplicado e não foi observado diferença na composição da fauna de flebotomíneos pelas diferentes fontes luminosas (Pseudo F = 1.29, p = 0.14). Esse mesmo padrão também foi observado ao aplicar o NMDS, no qual não foi observada diferença na composição das espécies de flebotomíneos (Stress 0,18). Com relação a abundância de indivíduos coletados pelas diferentes fontes luminosas, foi possível observar pela análise de espécies indicadoras (IndVal) que não houve diferença significativa, somente duas espécies Ev. georgii (%IndVal = 38%, p= 0.021) e Lu. sherlocki (%IndVal = 30%, p= 0.031) foram capturadas frequentemente nas armadilhas com LED azul, onde o valor de p foi maior que (P<0,5). Em relação a infecção natural foram analisados 32 pools que somaram 275 fêmeas de 10 espécies. Nenhum dos pools foi positivo para detecção de Leishmania, entretanto foi observada amplificação para Endotrypanum spp. referente ao pool de Ny. fraihai. Foram observadas as seguintes fontes de repasto: Tamandua tetradactyla e Choloepus hoffmanni em femêas do complexo Antunesi (12) e em Ny. richardwardi (1), Proechimys gardneri em Bi. flaviscutellata (2) e Homo sapiens em Bi. flaviscutellata (1). Os dados obtidos indicam que os LEDs azul e verde podem ser tão eficientes quanto a luz incandescente, os flebotomíneos nessa área de estudo utilizam várias fontes de repasto e que outras espécies de tripanossomatídeos podem ser encontradas nos flebotomíneos. Os dados obtidos podem auxiliar em futuros estudos na região.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ANDREY JOSÉ DE ANDRADE - UFPR
Externo à Instituição - FELIEP DUTRA RÊGO
Presidente - 838.495.134-91 - JANSEN FERNANDES MEDEIROS - UNIR
Notícia cadastrada em: 25/05/2022 10:19
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