Banca de DEFESA: GIL GUIBSON MOTA AMARAL

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : GIL GUIBSON MOTA AMARAL
DATA : 17/05/2024
HORA: 08:00
LOCAL: Sala Virtual Remota (Microsoft Teams) https://bit.ly/DefMSc_GilGuibson_PGBIOEXP
TÍTULO:

INVESTIGAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA DO SARS-COV-2 E CODETECÇÃO COM OUTROS VÍRUS RESPIRATÓRIOS EM POPULAÇÃO INFANTIL DO ESTADO DE RONDÔNIA.


PALAVRAS-CHAVES:

SARS-CoV-2. Codetecção viral. População infantil.


PÁGINAS: 78
RESUMO:

A pandemia da doença do coronavírus 2019 (COVID-19) afetou a população infantil de forma direta e indiretamente. Estudos que priorizam esses indivíduos ainda são escassos, bem como na Região Norte do Brasil, que concentra as maiores taxas de óbito em crianças por COVID-19 do país. Dessa maneira, o objetivo deste estudo foi investigar a epidemiologia do SARS-CoV-2 e a codetecção deste com outros vírus respiratórios na população infantil do Estado de Rondônia. O presente estudo contou com a participação de 300 pacientes do Hospital Infantil Cosme e Damião, com idades entre 0,1 mês e 12 anos, no período de novembro de 2021 a setembro de 2022. As análises foram realizadas através da técnica de RT-qPCR para 17 tipos de vírus respiratórios, incluindo o SARS-CoV-2, adenovírus; bocavírus; rinovírus; HCoV-229E; HCoV-HKU1; HCoV-NL63; HCoV-OC43; metapneumovírus; vírus sincicial respiratório A e B; parainfluenza 1,2,3; influenza A (H1N1 e H3N2) e Influenza B. Espécimes positivas para o SARS-CoV-2 foram sequenciadas por sequenciamento de nova geração (NGS) e, as cepas foram classificadas usando a ferramenta Nextclade. Nossos resultados mostraram que a taxa de detecção para o SARS-CoV-2 foi de 7,7% (23/300), com maior prevalência para o sexo masculino com 82,6% (19/23), sendo estatisticamente significante (0.0253*). As crianças com faixas etárias menores de 2 anos, apresentaram maiores taxas de detecção para os patógenos virais. A associação entre parentes suspeitos ou confirmado para a COVID-19 na mesma residência e a positividade do paciente foi estatisticamente significante (<0,0001*). Os sintomas mais frequentes foram a febre com 60,9% (14/23), seguida por coriza com 47,8% (11/23). Os sintomas coriza (0,0498*) e cefaleia (0,0151*) foram estatisticamente significantes. Foram sequenciadas 21,7% (5/23) da coorte positiva, e a variante Omicron foi associada a 80,0% (4/5) dos casos analisados, sendo todos associados a estirpe AY.99.2. A carga viral quantificada apresentou uma mediana de 6.35 log10 cópias/mL, com uma média de 6 dias de sintomas. A taxa de detecção para os outros tipos de vírus respiratórios foi de 44,7% (134/300), desse número, o rinovírus foi o patógeno que apresentou a maior taxa de detecção, com 19,4% (26/134), seguidos por adenovírus com 15,7% (21/134). A taxa de codetecção com o SARS-CoV-2 foi de 30,4% (7/23), com maiores achados para o rinovírus e influenza A/H3N2, com 28,6% (2/7) respectivamente. Portanto, este estudo proporcionou melhor entendimento do comportamento do SARS-CoV-2 e de outros patógenos virais co-circulantes na população infantil do Estado de Rondônia. Tais dados obtidos no presente estudo, somarão a futuros estudos necessários para sanar dúvidas ainda existentes acerca da COVID-19 na população infantil.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - PATRÍCIA CARVALHO DE SEQUEIRA
Externo à Instituição - LUANNA DA SILVA SOARES
Presidente - ***.482.422-** - NAJLA BENEVIDES MATOS - UNIR
Notícia cadastrada em: 06/05/2024 11:43
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