Banca de DEFESA: YODA JANAINA IKENOHUCHI

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : YODA JANAINA IKENOHUCHI
DATA : 01/06/2023
HORA: 07:30
LOCAL: Sala Virtual Remora
TÍTULO:

Ação da BjcuL, uma lectina isolada do veneno da serpente Bothrops jararacussu, sobre a ativação
do complexo inflamassoma NLRP3 em células mononucleares do sangue periférico humano via interação
com TLR4.


PALAVRAS-CHAVES:

Lectina de veneno. BjcuL. PBMCs. Inflamassoma NLRP3.


PÁGINAS: 74
RESUMO:

As lectinas são um grande grupo de proteínas encontradas em todos os venenos de serpentes. A BjcuL, uma lectina do tipo C, isolada do veneno da serpente Bothrops jararacussu, não apresenta ação citotóxica em células mononucleares do sangue periférico (PBMCs) humanos, porém demonstra um papel imunomodulador, induzindo a produção de citocinas pró e anti-inflamatórias (IL-2, IL-10, IFN-γ, IL-6, TNF-α e IL-17), além de estimular as células T a produzirem espécies reativas de oxigênio (ROS), que podem desempenhar um papel na reação inflamatória aguda observada nas vítimas de ofidismo. A produção de ROS pode desencadear a ativação do complexo inflamassoma NLRP3. Os inflamassomas são essenciais nas células da imunidade inata, detectam uma variedade de estímulos endógenos ou exógenos, estéreis ou infecciosos, estimulando respostas celulares e mecanismos efetores. O inflamassoma NLRP3 é um alvo importante, pois a lectina é responsável pela ativação de leucócitos que estimula a liberação de mediadores inflamatórios resultando em respostas celulares dinâmicas para restabelecer a homeostasia em vítimas de ofidismo. Assim, este estudo teve como objetivo investigar a ação da BjcuL isolada do veneno da serpente Bothrops jararacussu, na ativação do complexo inflamassoma NLRP3 em PBMCs humanos. Para isso, as PBMCs foram isoladas por gradiente de densidade e incubadas com BjcuL em diferentes períodos e concentrações. A ativação do complexo inflamassoma foi avaliada por meio da expressão gênica e proteica de ASC, CASPASE-1 e NLRP3 por RTq-PCR, Western blot, e imunofluorescência, bem como a participação do receptor Toll-like 4 (TLR4) e de ROS mitocondrial (mROS) na produção de IL-1β, produto resultante da ativação do inflamassoma NLRP3. Os dados mostraram que a BjcuL interage com o TLR4 e induz a liberação de citocinas via sinalização de NF-κB. Foi demonstrado por ensaios de expressão gênica e proteica, que a BjcuL ativa o inflamassoma NLRP3, e a modulação farmacológica com LPS-RS, antagonista de TLR4; LPS-SM, agonista de TLR4; MCC950, inibidor específico de NLRP3, e rotenona, inibidor de mROS confirmou a ativação do inflamassoma por meio da liberação de seu produto a IL-1β, e também a participação de TLR4 e de mROS. Foi verificado que os efeitos da BjcuL na regulação e ativação do complexo inflamassoma NLRP3 via ativação de TLR4 com participação de mROS podem ser um determinante para o desenvolvimento dos efeitos locais inflamatórios observados em vítimas de ofidismo.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - FABIO HENRIQUE KWASNIEWSKI - UEL
Presidente - 1726461 - JULIANA PAVAN ZULIANI TRENCH DE SOUZA
Interno - ***.335.462-** - SORAYA DOS SANTOS PEREIRA - UNIR
Notícia cadastrada em: 31/05/2023 14:11
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