Banca de DEFESA: MAICON ALEANDRO DA SILVA GOMES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MAICON ALEANDRO DA SILVA GOMES
DATA : 17/12/2021
HORA: 14:00
LOCAL: Sala Virtual Remota
TÍTULO:

CARACTERIZAÇÃO FENOTÍPICA E MOLECULAR DA RESISTÊNCIA DE Acinetobacter spp. AOS BETALACTÂMICOS ISOLADOS DE AMOSTRAS CLÍNICAS E DE AMBIENTE HOSPITALAR 


PALAVRAS-CHAVES:

Infecções relacionadas à assistência à saúde; Acinetobacter spp.; betalactâmicos; multirresistência; biofilme; blaOXA-53


PÁGINAS: 144
RESUMO:

Acinetobacter spp. são bactérias cocobacilares Gram-negativas, aeróbias, não fermentadoras, ubiquitárias e que se destacam por serem patógenos oportunistas em pacientes hospitalizados em virtude da sua grande capacidade de se desenvolver em superfícies abióticas, de resistir à dessecação e de ser resistente à ação de múltiplos antibióticos. Deste gênero, destaca-se o Acinetobacter baumannii, que no ano de 2017 foi classificado pela Organização Mundial de Saúde como prioridade crítica de multirresistência, representando, assim, uma das maiores ameaças à vida humana. A resistência aos betalactâmicos vem sendo relatada em associação com genes de resistência que, ao passar do tempo, aumentam e são difundidos inter e intraespécies. Diante disto, este trabalho tem como objeto identificar e caracterizar as diferentes espécies de Acinetobacter spp. isoladas de amostras clínicas de pacientes, de profissionais de saúde e de estruturas hospitalares de unidades de terapia intensiva de hospitais da região de Porto Velho, bem como os seus perfis fenotípicos e moleculares de resistência aos betalactâmicos. Foram identificados 201 isolados de Acinetobacter spp., sendo o Acinetobacter baumannii a espécie mais incidente dentre as nove identificadas. Os isolados se mostraram mais sensíveis à ação da polimixina B, entretanto houve maior resistência às classes do monobactâmico, das cefalosporinas e das fluroquinolonas, culminado em um cenário no qual 53,3% dos isolados foram classificados como multirresistentes, sendo que deste percentual, 77,7% podem ser considerados como extensivamente resistentes. In vitro, os antibióticos não-betalactâmicos apresentaram 21,08% de possibilidades a mais de serem mais eficazes. 83% dos isolados foram negativos para betalactamases de espectro estendido, condição estatisticamente associada à isolados multirresistentes. 90,6% dos isolados eram produtores de biofilme, principalmente aqueles isolados oriundos de pacientes. O gene blaOXA-23 foi a betalactamase mais amplificada nos isolados, seguido das oxacilinases blaOXA-24 e blaOXA-58. O blaNDM foi o gene de metalobetalactamase mais amplificado, sendo que 92,86% destes genes foram identificados com coexistência com outros genes de betalactamases. Conclui-se que a vigilância deve ser contínua, sugerindo novos estudos tendo como alvos a identificação de outros genes codificadores de betalactamases e ou de outras enzimas inativadoras de drogas antibióticas, bem como de genes que induzam à produção de bombas de efluxo, à modificação da permeabilidade membranar ou de canais de porinas.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 2148421 - CHRISTIAN COLLINS KUEHN
Externo à Instituição - MELISE CHAVES SILVEIRA - Fiocruz - RJ
Presidente - 582.482.422-34 - NAJLA BENEVIDES MATOS - UNIR
Notícia cadastrada em: 07/12/2021 14:59
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