Banca de DEFESA: MILENA DANIELA SOUZA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MILENA DANIELA SOUZA SILVA
DATA : 28/04/2022
HORA: 08:00
LOCAL: Sala Virtual Remota
TÍTULO:

PAPEL DAS PLA2S ISOLADAS DA PEÇONHA DE Bothrops jararacussu SOBRE ATIVAÇÃO DO INFLAMASSOMA NLRP3 EM CÉLULAS MONONUCLEARES DO SANGUE PERIFÉRICO HUMANO


PALAVRAS-CHAVES:

Bothrops jararacussu, PLA2s, PBMCs, inflamassoma NLRP3.


PÁGINAS: 77
RESUMO:

As fosfolipases A2 (PLA2s) são proteínas que se encontram em abundância na peçonha de serpentes do gênero Bothrops e apresentam um papel importante na reação inflamatória e na ativação leucocitária. Os monócitos e linfócitos são células do sistema imune caracterizadas por mediar e apresentar respostas eficazes no decorrer de uma resposta inflamatória. O inflamassoma NLRP3 é um complexo multiproteico que está presente nas células do sistema imune e é ativado por estímulos como padrões moleculares associados a patógenos (PAMPs) e padrões moleculares associados a danos (DAMPs). A ação das PLA2s frente às células mononucleares do sangue periférico humano (PBMCs) ainda não está bem elucidada. Nesse sentido o presente estudo teve objetivo de avaliar o papel da PLA2s (BthTX-I Lys49) ou (BthTX-II Asp49) de Bothorps jararacussu sobre ativação do inflamassoma NLRP3. Com isso foram realizados a partir de PBMCs humanos, testes de viabilidade no período de 4 horas por meio da marcação do DNA com 7AAD. Os resultados evidenciaram que nas concentrações de 5 e 10 μg/mL não houve morte celular. A expressão gênica de NLRP3, Caspase-1, ASC, IL-1β e GAPDH (controle interno) foi realizada por RT-qPCR. Além disso, a expressão proteica desses componentes (NLRP3, Caspase-1, ASC), da gasdermina D (GSDMD) e da β-actina (controle interno) foi verificada por Western Blot. Os resultados obtidos mostraram expressão gênica relativa significativa quando comparada ao controle GAPDH dos genes para NLRP3, ASC, Caspase-1 e IL-6 em 1 hora e, de IL-1β, no tempo de 2 horas. A expressão proteica foi realizada após 4 horas de estímulo das PBMCs e os resultados obtidos mostraram significativa expressão das proteínas do complexo inflamassoma NLRP3 e da GSDMD. Outro método de comprovação da ativação do inflamassoma NLRP3 foi a contagem de punctas formados pelo componente sensor NLRP3 por meio de imunoflorescência. Em seguida, para verificar a morte celular dependente da ativação de caspase-1, piroptose, foi realizada a dosagem de LDH no sobrenadante das PBMCs incubadas com os diferentes estímulos após 4 e 6 horas. A liberação de LDH ocorreu em 6 horas, bem como a expressão de GSDMD, sugerindo que a liberação dessa molécula ocorre devido a formação de poros na membrana, consequência da piroptose. Tomados em conjunto, os dados obtidos até o momento mostram que as PLA2s, BthTX-I e BthTX-II, isoladas do veneno de Bothrops jararacussu, ativam o complexo do inflamassoma NLRP3 culminando com a formação de poros na membrana através da GSDMD em PBMCS humano que contribuem para a resposta inflamatória observada nos envenenamentos por essa serpente.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - FABIO HENRIQUE KWASNIEWSKI - UEL
Externa à Instituição - LUCIANE ALARCÃO DIAS MELICIO - UNESP
Presidente - 1726461 - JULIANA PAVAN ZULIANI TRENCH DE SOUZA
Notícia cadastrada em: 27/04/2022 14:07
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