Banca de DEFESA: JESSICA AMARAL LOPES

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : JESSICA AMARAL LOPES
DATA : 16/05/2022
HORA: 07:30
LOCAL: Sala Virtual Remota
TÍTULO:

PAPEL DA BthTX-I E BthTX-II ISOLADAS DO VENENO DE Bothrops jararacussu NA POLARIZAÇÃO E FUNÇÃO DE PBMCs


PALAVRAS-CHAVES:

PLA2. BthTX-I. BthTX-II. Macrófagos. Polarização


PÁGINAS: 102
RESUMO:

O veneno de Bothrops possui uma grande quantidade de enzimas fosfolipases A2 (PLA2s) que são responsáveis pela miotoxicidade, reação inflamatória e ativação de leucócitos em casos de envenenamento. As PLA2s são proteínas que possuem atividade enzimática e podem hidrolisar fosfolipídios na posição sn-2, liberando ácidos graxos e lisofosfolipídios, precursores dos eicosanóides, importantes mediadores de condições inflamatórias. Já foi demonstrado na literatura que os leucócitos (neutrófilos e macrófagos) contribuem para o desenvolvimento da resposta inflamatória induzida por venenos botrópicos e que as PLA2s isoladas desses venenos contribuem para esse processo. Porém não se conhece qual o papel que essas enzimas têm na ativação e função das células mononucleares do sangue periférico humano (PBMCs) quando atingem a circulação. Tendo isso em vista e sabendo que nos envenenamentos causados por serpentes do gênero Bothrops o quadro local inflamatório é persistente, o presente trabalho teve como objetivo mostrar como as duas PLA2s secretadas e isoladas do veneno de Bothrops jararacussu (BthTX-I e BthTX-II) afetam o funcionamento e a polarização de PBMCs durante o período de diferenciação celular. Para isso, as PBMCs foram isoladas e estimuladas com RPMI (controle negativo), LPS+IFN-γ (controle positivo para M1, macrófagos clássicos), IL4+IL-13 (controle positivo para M2, macrófagos alternativos), BthTX-I ou BthTX-II durante 7 dias. Foram analisados os parâmetros: morfologia celular, imunofenotipagem, expressão gênica por RT-qPCR de citocinas e mediadores próinflamatórios (TNF-α, IL-6, IL-12 e iNOS) e anti-inflamatórios (TGF-β, IL-10 e Arg-1) correspondentes a cada fenótipo e ensaios celulares funcionais como formação de corpúsculos lipídicos (CLs) e fagocitose. Os ensaios morfológicos mostraram que as PBMCs no 1º dia de diferenciação apresentaram menor complexidade quando comparadas as células do 7º dia. A imunofenotipagem das PBMCs estimuladas com BthTX-I I e BthTX-II apresentaram um aumento de polarização para o perfil antiinflamatório no 1º dia e esse padrão se manteve no 3º, 5º e 7º dia demonstrando que somente a imunofenotipagem não é parâmetro para analisar a polarização. A expressão gênica de mediadores pró-inflamatórios e anti-inflamatórios foi detectada em todo o período de diferenciação estudado, demonstrando a alta plasticidade dessas células e a importância das toxinas (BthTX-I BthTX-II) na modulação destes perfis. Os ensaios funcionais de formação de CLs demonstraram que as PBMCs estimuladas com as toxinas exibiram um aumento no número de CLs tanto no período de 1 hora como ao final do 7º dia. Outro parâmetro funcional, a fagocitose de partículas de zimosan foi aumentada pelas duas toxinas no período de 1 hora. Assim, o presente estudo indica pela primeira vez que mesmo avaliando diariamente, durante todo o período de diferenciação celular e, levando em consideração a diferença morfológica, gênica, proteica, imunofenotípica e ensaios funcionais, ambas as PLA2s secretadas promovem ambos os perfis de polarização nas PBMCs, exibindo uma grande plasticidade celular, o que pode ser crucial para tentar minimizar os danos locais causados por essas botropstoxinas.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - ADRIANA LIMA VALLOCHI - FIOCRUZ
Externo à Instituição - FABIO HENRIQUE KWASNIEWSKI - UEL
Externo à Instituição - GUSTAVO BATISTA DE MENEZES - UFMG
Presidente - 1726461 - JULIANA PAVAN ZULIANI TRENCH DE SOUZA
Externa à Instituição - LUCIANE ALARCÃO DIAS MELICIO - UNESP
Notícia cadastrada em: 13/05/2022 11:13
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