Banca de DEFESA: MARLEI NOVAES DE SOUSA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MARLEI NOVAES DE SOUSA
DATA : 26/07/2022
HORA: 14:30
LOCAL: Sala Virtual Remota
TÍTULO:

Caracterização bioquímica e avaliação da atividade antimicrobiana de uma metaloprotease isolada do veneno de serpente Bothrops jararacussu


PALAVRAS-CHAVES:

Veneno de serpente, Bothrops jararacussu, metaloprotease, bactérias multirresistentes, ação antimicrobiana.


PÁGINAS: 61
RESUMO:

Os venenos de serpentes contêm uma mistura de moléculas capazes de mediar direta ou indiretamente processos inflamatórios, hemorrágicos, neurotóxicos, miotóxicos e outras alterações celulares. Neste contexto estão as metaloproteases que são enzimas em sua grande maioria altamente tóxicas, dependentes de zinco e de massa molecular variável, desempenhando um papel relevante na complexa e multifatorial resposta característica do envenenamento ofídico. Diante disso vários estudos com venenos de serpentes, buscam encontrar substâncias com possível potencial aplicação terapêutica para o desenvolvimento e melhoramento de fármacos, demonstrando uma característica benéfica para essas moléculas biológicas. Portanto, este trabalho tem como objetivo, avaliar in vitro a ação antimicrobiana do veneno da serpente Bothrops jararacussu, assim como de uma metaloprotease isolada. Para obtenção da metaloprotease foi necessário fracionar o veneno em uma cromatografia líquida, utilizando uma coluna de troca-iônica do tipo CM-Sepharose e, a escolha da fração correspondente à proteína de interesse foi baseada em suas características eletroforéticas (SDS-PAGE), massa molecular (espectrometria de massa) e atividade enzimática (fibrinogenolítica e caseinolítica). Os resultados mostraram que a metaloprotease foi purificada com um rendimento satisfatório e pureza adequada, representando cerca de 5,4% do veneno total e apresentando uma única cadeia polipeptídica de massa molecular entre 23 e 24 kDa, classificando-a como uma metaloprotease de classe P1. Essa enzima apresentou atividade proteolítica dependente de íons metálicos, confirmando pertencer à classe das metaloproteases de venenos de serpentes. Foi observado ainda, que essa metaloprotease foi capaz de induzir hemorragia in vivo em músculo cremaster de camundongos analisados por microscopia intravital. Nas atividades antimicrobianas, o veneno de Bothrops jararacussu, apresentou inibição para algumas concentrações testadas em duas cepas ATCCs (100, 50, 25, 12,5 μL/mL para Klebsiella pneumoniae e 100 e 50 μL/mL para Sthapylococcus aureus), contudo, as diversas concentrações de metaloprotease testadas não foram capazes de inibir o crescimento bacteriano. Por fim, os dados apresentados nesse estudo, apoiam quanto a caracterização bioquímica e funcional da proteína em estudo, porém divergem de outros estudos publicados quanto à atividade antimicrobiana. Outros trabalhos devem ser realizados para verificar o potencial farmacológico das metaloproteases, assim como de outros componentes do veneno de serpente, os quais apresentam uma significativa contribuição para o conhecimento científico com aplicações biotecnológicas importantes para a Saúde humana.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 004.161.386-40 - ANDREIMAR MARTINS SOARES - FIOCRUZ
Interna - 582.482.422-34 - NAJLA BENEVIDES MATOS - UNIR
Externo à Instituição - STELLA REGINA ZAMUNER - USP
Notícia cadastrada em: 24/06/2022 10:18
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