Banca de DEFESA: KEITHY WENNY PLASTER LIMA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : KEITHY WENNY PLASTER LIMA
DATA : 29/10/2024
HORA: 09:00
LOCAL: Sala Virtual Remota (Microsoft Teams) https://bit.ly/DefMSc_KeithyLima_PGBIOEXP
TÍTULO:

ANÁLISE DAS TÉCNICAS DE DIAGNÓSTICO DA MALÁRIA E IMPLICAÇÕES DA VARIABILIDADE GENÉTICA DE Plasmodium falciparum NA DETECÇÃO DO ANTÍGENO pfhrp2.


PALAVRAS-CHAVES:

Plasmodium; diagnóstico da malária; Teste de Diagnóstico Rápido (TDR); pfhrp2; pfhrp3.


PÁGINAS: 141
RESUMO:

INTRODUÇÃO: A malária é uma doença infecciosa causada pelo parasita do
gênero Plasmodium. No Brasil, as espécies que infectam humanos são P. vivax, P.
falciparum e P. malariae, sendo o Plasmodium falciparum a espécie mais letal.
Apesar dos esforços para controlar a doença, 128.076 casos foram registrados em
2022 no país. Dentre as técnicas de diagnóstico estão a microscopia usada na
rotina, testes de diagnóstico rápido (TDRs) para detecção de antígenos dos genes
pfhrp2/3 e Reação em Cadeia da Polimerase (PCR). Discordâncias entre os
resultados de TDRs e demais técnicas apontam para variações genéticas no
Plasmodium, as quais podem afetar o diagnóstico, o controle e o monitoramento da
malária. Apesar da recomendação da OMS de monitoramento de deleções nos
genes pfhrp2/3, esses dados são escassos no Brasil. OBJETIVO: Analisar a
prevalência de malária por microscopia, imunocromatografia e abordagens
moleculares, incluindo o estudo de variações genéticas em P. falciparum.
METODOLOGIA: Este estudo possui aprovação pelo sistema CEP/CONEP. Dados
sócio-epidemiológicos e amostras de sangue venoso de 995 pacientes foram
utilizadas para caracterização da população e detecção de Plasmodium por
microscopia de gota espessa, TDRs e testes moleculares por qPCR.
Adicionalmente, para análises de diversidade genética, todos casos positivos para P.
falciparum foram submetidos à amplificação dos genes pfhrp2 e pfhrp3 seguida de
sequenciamento de Sanger. RESULTADOS E DISCUSSÃO: O diagnóstico positivo
para malária por microscopia foi de 40% dos participantes (394/995), nos TDRs foi
observado 41% (405/995), enquanto o observado por qPCR foi de 46% (457/995).,
pela qual também foi possível detectar a presença de uma amostra positiva para P.
malarie e duas amostras com co-infecção de P. vivax e P. falciparum. A prevalência
majoritária de Plasmodium vivax foi observada em mais de 90% dos casos. Além
disso, 18% (82/457) foram discordantes para identificação das espécies de
Plasmodium entre as técnicas de microscopia e qPCR e 12% (57/457) discordantes
entre TDRs e qPCR. Adicionalmente, evidências de deleções em pfhrp2 e pfhrp3
foram identificadas para 8 casos positivos por microscopia para Plasmodium
falciparum e negativos por TDRs e 4 casos positivos para qPCR e negativos por
TDRs. A presença de deleções observadas neste estudo evidenciam a variabilidade
genética de Plasmodium falciparum na população através da alta frequência de
deleção em pfhrp3 (94%; 48/51) e expressiva frequência para pfhrp2 (18%; 9/51) e
(6%; 3/51), diferentemente da reportada em estudos prévios. Esses dados são
corroborados ainda pela presença de importantes substituições e/ou
deleção/inserção de aminoácidos ainda não descritos na literatura, porém com
potenciais implicações clínicas no diagnóstico e tratamento. Desta forma, os dados
deste estudo apontam para a importância da vigilância epidemiológica dos casos de
malária na região.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - ANNA CAROLINE CAMPOS AGUIAR - UNIFESP
Presidente - 1786399 - DHELIO BATISTA PEREIRA
Externa à Instituição - SIMONE DA SILVA SANTOS
Notícia cadastrada em: 22/10/2024 15:03
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