Banca de DEFESA: ARIONE CAVALCANTE DOS SANTOS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ARIONE CAVALCANTE DOS SANTOS
DATA : 15/07/2026
HORA: 09:30
LOCAL: PGDRA
TÍTULO:

PROPRIEDADES TECNOLÓGICAS DA MADEIRA DA FLORESTA AMAZÔNICA SUBMETIDAS A DIFERENTES PERÍODOS DE EXPOSIÇÃO A TEMPERATURAS DE TRABALHO

 


PALAVRAS-CHAVES:

Roxinho (Peltogyne sp) e Cumaru (Dipteryx odorata),


PÁGINAS: 61
RESUMO:

A Floresta Amazônica, essencial para o equilíbrio ambiental, enfrenta desafios significativos
devido à exploração madeireira, sendo imprescindível que sua exploração siga práticas
sustentáveis fundamentando-se em aspectos relacionados ao desenvolvimento
regionalalinhando a engenharia de estruturasaos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
(ODS) da ONU. A valorização do potencial tecnológico de espécies nativas e o entendimento
de sua durabilidade sob diferentes períodos de exposição a temperaturas de
trabalhopromovem a verticalização da cadeia produtiva florestal e o fortalecimento
socioeconômico da região Norte, incentivando o uso racional e sustentável da floresta e
mitigando a pressão sobre recursos naturais.Esta pesquisa analisa as propriedades
tecnológicas de duas espécies amazônicas, Roxinho (Peltogynespp.) e Cumaru
(Dipteryxodorata), sob diferentes tempos de exposição (0h, 168h e 504h) à temperatura de
trabalho de 60 °C, considerando suas aplicações em estruturas de madeira sujeitas a exposição
prolongadas a temperatura de trabalho. A pesquisa fundamenta-se nas diretrizes de ensaio da
norma NBR 7190 (ABNT, 2022). Foram ensaiados36 corpos de prova para cada espécie
estudada,divididos em três tempos de exposição a 60 °C: controle 0h, 168h e 504h, utilizando
estufa e prensa hidráulica. Os resultados indicaram que ambas as espécies alcançaramvalores
esperados para compressão paralela as fibras (fc0) com seguintes resultados: espécie
Roxinho,correlacionando os tempos 0h, 168h e 504h, onde a média de referência (0h) foi de
87,88 MPa. Após 168 h de exposição, a resistência média subiu para 97,84 MPa,
representando um aumento de aproximadamente 11,3% de resistência. No entanto, após 504
h, a resistência média caiu para 92,16 MPa.A espécie Cumaru apresentou um comportamento
similar ao Roxinho, onde a média de referência (0h) foi de 107,37 MPa. Após 168 h, a
resistência elevou-se para 119,13 MPa, aumento de 10,9% de resistência. No período de 504
horas, a resistência manteve-se próximo ao valor anterior com 117,36 MPa.Em comparação
aos períodos expostos a temperatura houve um destaque na resistência de compressão paralela
as fibras no período de 168 h para as duas espécies, com acréscimos de 11,3% para o Roxinho
(97,84 MPa) e 10,9% para o Cumaru (119,13 MPa) em relação a amostra controle. Após 504
h, houve declínio nos valores obtidos em ambas espécies, atribuídos ao desencadeamentode
processo químicoagindo na matriz cimentatantee com efeitos de hidrolise ácida devido o
calor. Embora os índices tenham permanecido superiores aos grupos de controle. Os
coeficientes de variação situaram-se de maneira consistente abaixo do limite regulamentar de
18%, atestando a robustezmetodológica dos ensaios e fornecendo subsídios técnicos para o
dimensionamento seguro euso racional do recurso florestal. Portanto, a pesquisa das
propriedades mecânicas das espécies de árvoresnativas da Floresta Amazônica consolida-se
como um vetor estratégico e indispensável para odesenvolvimento socioeconômico regional.

 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 3063165 - DIEGO HENRIQUE DE ALMEIDA
Interna - 2363379 - GLEIMIRIA BATISTA DA COSTA MATOS
Interna - 2061659 - ROSALINA ALVES NANTES
Externa ao Programa - 2887654 - LIVIA MARIA PALACIO RIBEIRO - UNIRExterna à Instituição - RAQUEL SCHMITT CAVALHEIRO - UFSCAR
Externo à Instituição - FRANCISCO ANTONIO ROCCO LAHR - USP
Notícia cadastrada em: 01/07/2026 09:24
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