USO DE METODOLOGIAS ATIVAS DE ENSINO EM UMA SEQUÊNCIA DIDÁTICA DE GENÉTICA MENDELIANA
Aprendizagem baseada em problemas. Ensino híbrido. Ensino de Ciências da Natureza
Os conceitos de genética de forma geral são considerados pelos estudantes de difícil compreensão por tratar de assuntos abstratos, como genes e alelos, e por envolver cálculos de probabilidade. Uma das alternativas para facilitar a assimilação do conteúdo de genética pelos alunos é o uso de jogos lúdicos e atividades práticas, os quais são considerados metodologias ativas de ensino. Diante do exposto, o presente estudo tem como objetivo avaliar a eficiência de metodologias ativas de ensino por meio da aplicação e validação uma sequência didática (SD), a qual é uma sequência de aulas planejadas, em 2 turmas do terceiro ano do ensino médio, em uma escola estadual da região da zona da mata de Rondônia. A coleta de dados foi realizada no período de agosto a outubro de 2021. Para avaliar a eficiência das aulas planejadas com uso de metodologias ativas de ensino sobre o conteúdo de genética mendeliana, a sequência didática foi validada por meio da aplicação em 2 turmas da rede estadual. No início do estudo, foi avaliado o perfil socioeconômico dos estudantes por meio da aplicação de um questionário socioeconômico. Para verificar o conhecimento prévio sobre o conteúdo de genética mendeliana foi realizada uma avaliação diagnóstica com os estudantes de cada turma e, ao final do estudo, uma segunda avaliação foi realizada com objetivo de comparar se a sequência didática contribuiu para aumento da assimilação do conteúdo. Além dessa avaliação, a sequência didática foi enviada aos professores da área de biologia para avaliação da estrutura, conteúdo e aplicabilidade. Os dados do perfil socioeconômico dos estudantes foram analisados por meio de estatística descritiva e a comparação das notas dos alunos no teste diagnóstico e teste final foi realizada por meio de um teste t pareado. Participaram do estudo um total de 51 estudantes. A idades dos estudantes variou de 15 a 19 anos, todos possuíam acesso à internet e aparelhos para acompanhar as aulas remotas. O valor médio das notas dos estudantes na avaliação diagnóstico foram: 2,9 para o 3° ano “A” e 2,1 para o 3° ano “B”, enquanto na avaliação final, os valores médios das notas foram 6,1 e 7,4 para as turmas A e B, respectivamente. O teste de comparação das médias constatou que houve uma diferença significativa entre o desempenho dos alunos no teste diagnóstico e teste final nas duas turmas. Um total de 11 professores avaliaram positivamente, indicando que a SD é aplicável e eficiente para o ensino da genética mendeliana. Pode-se concluir que o uso de metodologias ativas como estratégia de ensino na Sequência Didática de Genética Mendeliana promoveu a aprendizagem, visto que os estudantes tiveram um melhor desempenho após a aplicação da SD e os professores de Biologia consideram a SD aplicável e eficiente.