O ENSINO DE CIÊNCIAS E A INCLUSÃO DE AUTISTAS EM ESCOLAS DO MUNICÍPIO DE MONTE NEGRO, RONDÔNIA
educação inclusiva; ensino de ciências; práticas pedagógicas; Transtorno do Espectro Autista.
A educação é um processo contínuo em que o ensino e a aprendizagem ocorrem simultaneamente em diferentes contextos e níveis. No contexto da educação escolar, especialmente na educação básica, na modalidade de educação especial inclusiva, é necessário considerar metodologias que promovam a inclusão e o conhecimento. Nesse sentido, existem ferramentas que possibilitam uma conexão mais profunda do aluno com o assunto abordado, especialmente no ensino de ciências, em que qualquer elemento do ambiente em que o aluno está inserido pode ser utilizado. O objetivo desta pesquisa foi identificar as concepções de professores de ciências do município de Monte Negro e como a disciplina de ciências pode contribuir no processo de ensino e aprendizagem de alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Diante disso, a dissertação foi estruturada em capítulos, iniciando-se com uma introdução geral, seguida de dois capítulos em que se apresenta a revisão bibliográfica sobre TEA e Ensino de Ciências, um quarto capítulo que aborda as técnicas de coleta de dados, os instrumentos utilizados e os procedimentos de análise, e o quinto capítulo que traz os principais resultados e as discussões da análise documental e da pesquisa de campo realizada. Trata-se de uma pesquisa desenvolvida por meio da abordagem qualitativa, cuja produção e coleta de dados partiu de uma revisão bibliográfica sobre o tema, análise documental e pesquisa de campo. Participaram da pesquisa de campo dez professoras que ensinam o componente curricular de ciências de cinco escolas públicas. Para a produção de dados junto às professoras, foi aplicado um questionário semiestruturado. Os resultados destacaram a complexidade e multifatorialidade do TEA, além da importância da inclusão social de pessoas autistas no Brasil. Verificou-se que a formação contínua dos professores é essencial para garantir a qualidade do ensino inclusivo. A análise revelou uma diversidade de estratégias pedagógicas adotadas pelos professores, evidenciando a necessidade de recursos adequados e maior apoio profissional e familiar, uma vez que as escolas, embora comprometidas com a inclusão, enfrentam desafios estruturais e de capacitação que requerem atenção. Concluiu-se que a educação especial e inclusiva, respaldada por políticas e práticas sensíveis, é fundamental para promover uma sociedade mais diversa e acolhedora. Tais práticas devem ser ancoradas em abordagens pedagógicas adaptadas e ações inclusivas que envolvam a colaboração entre escola, família e profissionais de saúde, proporcionando experiências educacionais enriquecedoras e igualitárias para estudantes com TEA.