Estágio na docência: caminhos possíveis de uma formação significativa

 

Mestranda do curso de Pós-Graduação em Ensino de Ciências da Natureza (PGECN) realiza o Estágio na Docência do Ensino Superior na disciplina de Fundamentos e Práticas da Educação Inclusiva, no curso de Pedagogia, da Universidade Federal de Rondônia – UNIR, campus de Rolim de Moura

 

Segundo a Portaria n° 76 de 14 de abril de 2010 da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES, o estágio na docência é parte integrante da formação do (a) pós-graduando (a), tendo como objetivo a preparação para a docência. A partir dessa relevância e assumindo – na qualidade de bolsista (CAPES) – o seu compromisso com o estágio, a mestranda Jeieli Lindiene da Silva Oliveira iniciou essa experiência no semestre 2018/2 no campus da UNIR de Rolim de Moura. Em andamento desde o final de julho, o estágio já vem apresentando resultados, assim, faremos uma pequena amostra das atividades realizadas desse entrosamento entre a professora Dra. Flávia Pansini, responsável pela disciplina Fundamentos e Práticas da educação Inclusiva, a mestranda do programa de Pós-graduação stricto sensu PGECN e, os acadêmicos da graduação do curso de Pedagogia, 7° período.

 

A respeito das primeiras atividades, alguns diálogos foram potencializados sobre as barreiras no sentido de incluir, principalmente a pessoa com deficiência. Dentre essas, destacam-se: o despreparo do professor; a ausência de acessibilidade, de atendimento especializado e equipe de apoio; ausência da oferta do ensino de Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) e profissionais, como intérpretes e professores surdos; a adoção do sistema de leitura e escrita BRAILLE (sistema de escrita tátil) entre outras. Mesmo sabendo de todas essas dificuldades, não somente no âmbito escolar, mas também no social, o reconhecimento que há na lei é muito importante, pois é assim que podemos buscar a efetivação e o reconhecimento dos direitos. Portanto, no estudo da legislação, desde a esfera federal até a estadual – como é o caso do Estado de Rondônia – os acadêmicos tiveram a oportunidade de conhecer as leis que amparam a Educação Especial e Inclusiva. Para atribuir uma função social a este conhecimento, a turma – mediados pela professora Flávia e pela mestranda – produziu folders informativos com objetivo de oportunizar a comunidade local o acesso a este conhecimento. Os folders serão distribuídos no XI Seminário de Educação (SED) que ocorrerá entre os dias 25 a 27 de setembro.

 

Dentre as atividades práticas desenvolvidas, foram dedicadas, inicialmente, ao ensino do Sistema Braille. O conhecimento deste sistema proporciona ao aluno incluído e também ao professor o reconhecimento da independência na escrita e na leitura, consequentemente, maior facilidade de comunicação e de socialização deste aluno.

 

A turma também pôde conhecer alguns livros escritos em Braille e, dialogaram sobre a importância desse material para o aluno cego ou com baixa visão.

 

Turma do 7° período do curso de Pedagogia com os folders, juntamente com a Profa. Dra. Flávia Pansini e a Mestranda Jeieli Oliveira

 

Na oportunidade, os acadêmicos conheceram a cela Braille – material adaptado em caixas de ovos (usado didaticamente para alfabetizar em Braille), apresentado por 6 (seis) pontos. O Braille é composto por 63 combinações codificadas por pontos em que numa sequência denominada ordem Braille, formam-se as letras do alfabeto, os números, alguns acentos e pontuações, notações musicais, etc. Com esse conhecimento, exercitaram as letras do alfabeto, obedecendo a ordem Braille. Em seguida, escreveram seus nomes utilizando materiais disponíveis no laboratório de Ensinagem da Universidade de Rondônia, campus de Rolim de Moura.

 

O laboratório, dispõe de vários materiais para o processo de ensino e aprendizagem da pessoa cega/baixa visão e surda/deficiente auditiva. Dentre os materiais disponíveis há impressora Braille, máquina de escrever Braille, jogos e materiais didáticos, lupas e materiais palpáveis com texturas e formas.

 

Os materiais disponíveis no laboratório de Ensinagem, são importantes para o conhecimento de toda a comunidade do campus de Rolim de Moura. O uso desses materiais, são possíveis para o ensino, principalmente de conteúdos que contém muitas abstrações, como por exemplo, no ensino das Ciências da Natureza (Biologia, Física, Química e Matemática) ou áreas afins. Portanto, há que haver uma preocupação com as ferramentas de linguagem e os modelos didáticos que contemplem a compreensão do aluno com deficiência.

 

Inserir alunos no ambiente escolar, em qualquer nível ou modalidade, exige muito mais do que acesso; é preciso a participação e a aprendizagem com qualidade! Além disso, necessita-se de mudanças físicas em sua organização pedagógica, na prática dos professores formados, na existência de intérpretes (quando necessário), entre outros fatores. Assim, o ensino e, consequentemente, a aprendizagem se tornam possíveis de fato e de direito.

 

 

 

Jeieli Lindiene da Silva Oliveira

jeieliunir@gmail.com

Mestranda do curso de Pós-Graduação em Ensino de Ciências da Natureza (PGECN)

 

Notícia cadastrada em: 22/09/2018 10:13
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