APRENDIZAGEM INVENTIVA NO ESPAÇO DA EDUCAÇÃO ESPECIAL: Um encontro com as crianças e suas produções imagéticas
nfância. Aprendizagem. Produções imagéticas. Experiências.
Este ensaio de dissertação é um convite... Convite a infância, a esta com a infância, “possibilidade de pensar com infância”, a aprendizagem inventiva, os outros mundos que as crianças vivem ao produzirem imagens. Há um convite as crianças que, com as câmeras nas “mãos” exploram as vidas que as atravessam, as afetam, as tocam, nos encontros, nos acontecimentos. As câmeras nas mãos potencializam ver as coisas de outra forma, na inventividade da (des) forma, olhar por dentro, de dentro para fora, de cabeça para baixo, deitado no chão e ver que "as nuvens andam, andam, andam”, enquanto gira em torno de si mesma. As crianças vivenciam as experiências que há nas descobertas das coisas não vistas, não sentidas, das miudezas. Com as câmeras nas mãos a inventividade acontece, as crianças são rizomas, buscam outros lugares, vão cartografando, criando mapas como “a aranha amarela na flor roxa”, criam travessias, percursos, fissuras. São corpos em movimentos, são crianças que tornamse na “invenção de si com o mundo”, e nas experiências vivenciadas acontece um devir-criança... A pesquisa acontece no espaço da educação especial, no entanto, neste ensaio não há a intenção em olhar as crianças conforme as suas peculiaridades físicas, intelectuais, sensoriais, mas a possibilidade de pensar que são crianças que “escapam a normatização”, permite vivenciar a potência que a na diferença, pensar a “criança como diferença”. Nesta composição, há convites, encontros com Agamben (2005), Barros (2010), Chisté (2015, 2015), Carroll (2002), Deleuze e Guattari (1997), Deleuze (2018), Kohan (2003, 2004, 2007), Kastrup (2000, 2001, 2007, 2015), Larrosa (2004), Leite (2011), Schérer (2009)... Há encontros com Alice, com o tempo, com a filosofia, com linhas de aberturas para as crianças e suas invenções.