O QUE TEM NO CHÁ DA CASCA DA CASTANHEIRA?
Bertholletia excelsa, plantas medicinais e metabólitos secundários.
A Bertholletia excelsa, conhecida popularmente como castanheira, tem grande importância na economia da região Amazônica e para as comunidades tradicionais, as quais a utilizam extratos aquosos dos ouriços e das cascas da árvore na medicina popular como infusão para tratamentos de diarreia, menopausa, anemia, diabetes, inflamação e como antibiótico. No entanto, ainda são poucos os constituintes químicos descritos na literatura aberta para esta espécie. Este trabalho tem como objetivo identificar os principais metabólitos secundários presentes na casca da castanheira utilizando a técnica de cromatografia líquida de ultra eficiência acoplada à espectrometria de massas de alta resolução (UHPLC/HRMS2) pela elevada eficiência e sensibilidade, com extração e detecção de ampla faixa de polaridade de metabólitos e possibilidade de quantificação relativa entre as substâncias. Para este estudo foram utilizadas amostras de casca do tronco de três árvores, com diâmetro a altura de peito de 172,6, 156,0 e 69,8 cm, coletadas no Campo Experimental da Embrapa em Porto Velho/RO. As amostras foram secas, trituradas e extraídas com água fervente, em seguida congeladas, liofilizadas e analisadas por UHPLC/HRMS2. Os espectros de massas foram submetidos a busca em dez bancos de dados via software Compound Discoverer, através do qual foram identificados 1.798 analitos. Entre os mais abundantes estão: ácido elágico, ácido gálico, epigalocatequina, ácido linoleico, ácido octadecadienóico, ácido α-eleostárico, ácido 4-acetamidobutanóico, pirogalol e colina, os quais estão relacionados as atividades biológicas descritas no uso popular.