Banca de DEFESA: ANA PAULA SILVA DO NASCIMENTO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ANA PAULA SILVA DO NASCIMENTO
DATA : 17/11/2023
HORA: 16:00
LOCAL: Licbio Modalidade Híbrida meet.google.com/efg-uypc-epr
TÍTULO:

Conhecendo os Padrões de Uso por Vertebrados Terrestres de um barreiro na Amazônia: desvendando o mistério dos Atributos de Alto Valor para Conservação


PALAVRAS-CHAVES:

Geofagia; Barreiro; Armadilha fotográfica; Arco do desmatamento; Rondônia. 


PÁGINAS: 66
RESUMO:

Os barreiros são locais que alagam conforme o nível de chuva, assim na época da seca, o nível dessa água diminui, possibilitando a visita de várias espécies de animais. O consumo do solo que ocorre pelos animais nestes locais é conhecido como geofagia.  Áreas de barreiro dispõem de micro e macronutrientes essenciais para os mamíferos e aves. Sua ingestão pode servir tanto para a suplementação da alimentação como para a diminuição/corte do efeito de compostos secundários (para herbívoros e onívoros, por exemplo). Por este motivo, esses locais tornam-se de suma importância para a conservação das espécies. Este trabalho teve como objetivo caracterizar os padrões sazonais, fases lunares e geofagia das diferentes espécies de vertebrados terrestres de médio e grande porte que utilizam uma área do barreiro na Floresta Amazônica de Rondônia. O barreiro estudado está localizado em área de preservação na fazenda Manoa, localizada no município de Cujubim – RO, local de grande importância para a conservação da biodiversidade, tendo uma vasta diversidade de mamíferos, incluindo espécies indicadoras de ambientes íntegros.  No monitoramento foram utilizadas 16 armadilhas fotográficas para registrar e ocorrer a identificação taxonômica das espécies que visitam a área e seus hábitos. A amostragem ocorreu no período de sete meses, tendo início em junho de 2022 e finalizando em dezembro 2022. Após a coleta de dados, foram analisados todos os vídeos e inseridos na planilha com as informações de horários, espécie, fase lunar e se havia atividade de geofagia ou mesmo ingerindo água. Ao total, 2.365 armadilhas/dia foram contabilizadas. Foram obtidos 12.274 registros independentes de vertebrados terrestres, divididos em 23 ordens, 37 famílias, 48 gêneros e 51 espécies e uma não identificada. No que diz respeito à fase lunar, a lua minguante foi dominante (taxa de 2,324), isso resulta do período em que a lua se encontra em baixa iluminação, o que é a preferência para as espécies do barreiro. Já para o período sazonal, a maior taxa foi da transição chuva/seca (9,267) no qual o barreiro encontra-se com algumas áreas inundadas – cerca de 2 metros de profundidade – outras áreas estão totalmente secas. E o período com menor registro, foi da transição seca/chuvosa (3,473). Em relação à geofagia, foram identificadas sete espécies realizando este comportamento, e oito espécies ingerindo água no barreiro. Foi possível identificar a preferência das espécies que visitam o barreiro seja pela fase lunar ou sazonalidade, no qual há um aumento da frequência na fase lunar minguante, demonstrando assim uma preferência por fase que não seja de alta luminosidade, mas também não seja de muito baixa luminosidade. Quanto a sazonalidade, as espécies visitam o barreiro com maior frequência no período transição chuvosa/se e é neste momento em que há a possibilidade de geofagia (visto que ainda há muito acúmulo de água). 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2282448 - MARILUCE REZENDE MESSIAS
Interna - 1387002 - OSVANDA SILVA DE MOURA
Externa à Instituição - LILIAN BONJORNE DE ALMEIRA - ICMBio
Notícia cadastrada em: 05/11/2023 13:51
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