BETADIVERSIDADE E FATORES DETERMINANTES NAS ASSEMBLEIAS DE ANUROS NA MICROBACIA DO RIO APONIÃ, ESTAÇÃO ECOLOGICA DO CUNIÃ – ESEC Cuniã (Interflúvio Purus-Madeira, Porto Velho, Rondônia).
Anfibios, Diversidade beta, Heterogeneidade, Preditores ambientais
Ambientes entre interflúvios de rios na Amazônia são poucos estudados, mas com possibilidades de altas riquezas em biodiversidade devidos aos seus ambientes compostos por uma grande heterogeneidade. O estudo desses ambientes envolvendo fatores abióticos e bióticos, podem ajudar a entender os processos de formação da composição da fauna nessas localidades. Conhecimento sobre a fauna de anfíbios anuros ajudam a entender os processos de formação e seus envolvimentos com fatores ambientais devido sua sensibilidade a mudanças no ambiente. E para conhecimento correlacionado desta influência, os métodos utilizados em programas de conhecimento de biodiversidade (PPBio), utilizando trilhas ao meio da floresta cobrindo vários aspectos fitosionômicos, é de fundamental importância para se obter respostas sobre a influência dos preditores ambientais na composição da biodiversidade e se determinar a diversidade beta sobre as assembleias de anfíbios utilizando fatores ambientais como determinantes. Em florestas de terra firme a heterogeneidade ambiental é determinante na composição de espécies de anfíbios, as quais influenciam nos padrões distributivos das espécies ao longo dos riachos como resultado da variação dos fatores abióticos e suas interações dentro da zona ribeirinha. Na Estação Ecológica do Cuniã (Esec Cuniã) o efeito das variáveis associadas à zona ribeirinha ao longo da rede de drenagem é determinante nos riachos de primeira a terceira ordem estão distribuídas ao longo da microbacia do Rio Aponiã. O estudo foi conduzido na Estação Ecologia do Cuniã (Esec Cuniã), localizada ao norte do Estado de Rondônia, cerca de 120 km da área urbana de Porto Velho, podendo ser acessada pela rodovia BR 319. A microbacia do Rio Aponiã compõe a rede de drenagem em mesoescala (25 Km2), a qual flui em direção ao Rio Madeira, com riachos que variam de primeira a terceira ordem, são parcialmente submetidos a inundações após fortes chuvas. Os anfíbios anuros foram amostrados em 17 parcelas riparias com 250m de comprimento por 2m de largura, seguem a margem direita e em direção às nascentes dos riachos que cortam a grade, distribuídas uniformemente dentro da área, seguindo o sistema RAPELD de amostragem. As densidades das espécies de anuros foram determinadas pelo método de amostragem RAPELD utilizando-se de dois métodos: (1) Procura visual limitada por espaço, (2) Registro auditivo das espécies de anuros em atividade de vocalização, as parcelas foram inventariadas no período crepuscular e noturno. Considerando a importância da floresta amazônica para biodiversidade, e com os processos de redução na preservação de habitat fornecem o isolamento e geram ambientes desiguais que acabam forçando as espécies locais a sobreviverem em populações menores, isoladas umas das outras por habitats inóspitos entre fragmentos. Compreender os padrões de distribuição das espécies nessa região é imprescindível para preencher lacunas sobre a biodiversidade das planícies amazônicas. Nosso estudo analisou a composição das assembleias de anfíbios que compõem as áreas da ESEC CUNIÃ, analisamos preditores ambientais determinísticos para se avaliar a influência destes fatores na composição das espécies, determinando qual fator possui maior significância. Com a determinação destes fatores, avaliamos a diversidade beta (β) a qual descreve a diversidade de espécies entre localidades e ao ser particionada pode refletir dois fenômenos: o aninhamento (nestedness/species richness) e a substituição de espécies (turnover/species replacement) colaborando para o conhecimento do comportamento da distribuição das espécies pela Amazônia brasileira, e para a análise dos dados utilizamos XLSTAT 2017, R Studio 4.1.3.