Banca de DEFESA: JOAO BEZERRA FACUNDO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : JOAO BEZERRA FACUNDO
DATA : 30/05/2025
HORA: 14:30
LOCAL: https://meet.google.com/wav-mpdv-dmu
TÍTULO:

ESTUDO RETROSPECTIVO DA BIOACUMULACAO DE MERCURIO EM MARSUPIAIS E ROEDORES NAS AREAS DE INFLUENCIA DIRETA E INDIRETA DA USINAHIDRELETRICA DE SANTO ANTONIO, EM RONDONIA, BRASIL: AVALIACAO DA CONTAMINACAO AMBIENTAL E IMPLICACOES ECOLOGICAS.




PALAVRAS-CHAVES:

mamíferos terrestres, Rio Madeira, metal pesado, monitoramento ambiental


PÁGINAS: 59
RESUMO:

Este estudo analisou a bioacumulação de mercúrio (Hg) em marsupiais e roedores oriundos da área de influencia direta (AID) e indireta (AII) da Usina Hidrelétrica (UHE) de Santo Antônio, em Rondônia, Brasil no período de 2012 a 2017. Foram analisadas 69 amostras de pelos, sendo sete da ordem Didelphimorphia (marsupiais) e 62 da ordem Rodentia (roedores) As concentrações de mercúrio total (HgT) foram quantificadas por espectrofotometria de absorção atômica acoplada a um gerador de vapor frio, e os dados foram analisados estatisticamente utilizando o software R (versão 4.4.1) com os pacotes dplyr, ggplot2, gridExtra, stats, summarytool. A análise estatística, incluindo testes de Shapiro-Wilk e Kruskal-Wallis, confirmou a não normalidade dos dados e diferenças significativas entre as ordens, com marsupiais acumulando mais Hg que roedores. Os resultados revelaram diferenças significativas nas concentrações de HgT entre as ordens estudadas. Os roedores apresentaram baixas concentrações médias de HgT (0,08 ± 0.16 mg.kg ¹), atribuídas ao seu posicionamento em níveis tróficos inferiores, o que sugere menor bioacumulação. Em contraste, dois marsupiais, um do gênero Marmosa (2,57 mg.kg-¹) e outro o gênero Marmosops (3,38 mg.kg-¹) exibiram concentrações elevadas, possivelmente devido a seus hábitos alimentares insetívoros-onívoros, que favorecem a acumulação do metal. Dentre os roedores, o gênero Nectomys (n=1) destacou-se com a maior concentração (0,32 mg.kg-¹), provavelmente associada à sua proximidade com ambientes aquáticos, onde o mercúrio pode ser mais biodisponível. A análise estatística, incluindo testes de Shapiro-Wilk e Kruskal-Wallis, confirmou a não normalidade dos dados e diferenças significativas entre as ordens, com marsupiais acumulando mais Hg que roedores. Esses achados reforçam a influência da dieta e do nível trófico na bioacumulação de mercúrio, além de destacarem a complexa interação entre fatores ecológicos e ambientais. O estudo evidencia a importância de pequenos mamíferos terrestres como bioindicadores da contaminação por Hg, especialmente em regiões impactadas por atividades antrópicas, como a mineração de ouro. Apesar das baixas concentrações gerais
observadas, os níveis elevados em marsupiais alertam para possíveis riscos ecológicos e a necessidade de investigações complementares sobre dieta, hábitos e dinâmicas de contaminação na região. Os resultados contribuem para o entendimento dos padrões de bioacumulação de Hg em ecossistemas terrestres amazônicos e podem subsidiar estratégias de conservação e monitoramento ambiental.

 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2282448 - MARILUCE REZENDE MESSIAS
Interno - 1905088 - RONALDO DE ALMEIDA
Interna - ***.337.517-** - GEISA PAULINO CAPRINI EVARISTO - FIOCRUZ
Externa ao Programa - 1554302 - ELIETH AFONSO DE MESQUITA - UNIRExterno à Instituição - JOSEPH ALBERT MEDEIROS EVARISTO - FIOCRUZ
Notícia cadastrada em: 20/05/2025 08:03
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