Banca de DEFESA: LUCIANE NASCIMENTO DA COSTA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : LUCIANE NASCIMENTO DA COSTA
DATA : 26/03/2026
HORA: 08:00
LOCAL: Remoto
TÍTULO:

Raízes do Iquiri: Diagnóstico socioeconômico ambiental de comunidades tradicionais no sudoeste da Amazônia.


PALAVRAS-CHAVES:

Agroextrativismo, Sustentabilidade, Sociobiodiversidade, Populações Tradicionais.


PÁGINAS: 131
RESUMO:

A Floresta Nacional do Iquiri (FLONA do Iquiri), localizada no sudoeste da Amazônia brasileira, abriga comunidades tradicionais cuja subsistência está profundamente ligada ao manejo sustentável dos recursos naturais. Este trabalho teve como objetivo realizar um diagnóstico socioeconômico-ambiental dessas comunidades, com ênfase nas atividades agroextrativistas, a fim de compreender suas dinâmicas produtivas, identificar desafios e propor estratégias para o fortalecimento socioprodutivo aliado à conservação ambiental. A pesquisa adotou uma abordagem transdisciplinar e participativa, com a aplicação de 32 entrevistas semiestruturadas junto a agricultores e extrativistas residentes na unidade. Os dados foram analisados por meio de estatísticas descritivas e análise de conteúdo. Foram identificados 12 produtos agrícolas (com destaque para a mandioca, presente em 100% das famílias), identificou-se 07 produtos extrativistas, com predominância econômica da castanha e copaíba, e complementariedade de espécies como açaí e sorva. A renda anual média por família proveniente das atividades extrativistas foi estimada em R$ 240.069,55 (Igarapé Branco, Cachoeira de Iracema, Vai Quem Quer), com destaque para a castanha e a copaíba. Na agricultura, a mandioca gerou receita anual média de R$ 142.127,86 por família. Os dados revelaram ainda o protagonismo feminino na gestão agrícola e extrativista e a forte dependência das comunidades da sazonalidade dos recursos naturais. A análise de viabilidade demonstrou que, apesar do potencial produtivo, as comunidades enfrentam limitações relacionadas à infraestrutura, transporte fluvial precário, ausência de beneficiamento local e dependência de atravessadores, o que reduz o valor agregado dos produtos. Experiências comparativas com outras Unidades de Conservação, como a FLONA do Tapajós, demonstraram que a adoção de políticas públicas integradas, aliada à organização comunitária e ao apoio técnico, pode ampliar significativamente a sustentabilidade econômica das atividades agroextrativistas. Conclui-se que a FLONA do Iquiri apresenta elevado potencial para consolidar práticas de manejo sustentável que conciliam conservação da floresta, fortalecimento da economia familiar e valorização dos saberes tradicionais das populações locais, podendo servir como modelo de desenvolvimento socioambiental na Amazônia. Agradecemos às instituições parceiras, aos entrevistados, aos colegas e ao meu orientador por tornar esse trabalho possível.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - ***.701.522-** - MARCELO LUCIAN FERRONATO - UNIR
Interna - ***.359.608-** - LUCIA HELENA DE OLIVEIRA WADT - EMBRAPA
Interna - ***.324.392-** - MARCELA ALVARES OLIVEIRA - UNIR
Externo ao Programa - 1658780 - EMANUEL FERNANDO MAIA DE SOUZA - UNIRExterno à Instituição - SEMIRIAN CAMPOS AMOÊDO
Notícia cadastrada em: 24/03/2026 11:27
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